13 de fevereiro de 2011

Um sonho de liberdade x Sistema carcerário

O filme “Um sonho de liberdade” de Stephen King,1994 mostra um homem bem sucedido nos negócios que vê sua vida ruir após o assassinato de sua esposa e seu amante no qual ele foi considerado culpado devendo pagar com a pena máxima de prisão perpetua.
Ao chegar à prisão o mesmo é espancado por não querer se unir a um grupo de homossexuais, e mais tarde fazendo uso de seus conhecimentos contábeis se une ao diretor oferecendo serviços aos guardas e ajudando o diretor a lavar o dinheiro que recebe através da corrupção, até que durante 20 anos cava um túnel que o levará de volta a “liberdade”.
O filme sob o prisma do direito penal nos faz pensar no que o nosso sistema carcerário é capaz, no Brasil de acordo com o art.75 do código penal ninguém poderá ser submetido à pena perpétua, assim como diz que nenhum indivíduo será submetido à pena degradante entre outras coisas que ficam só no papel.O filme inteiro mostra a realidade dos presos sejam eles inocentes ou não, mostra o quanto não se cumpre o que está nos códigos a respeito de aplicação da pena, eis que não será admitido pena de morte no entanto quantos não perderão suas vidas lá dentro ou por serem mortos por guardas e companheiros de cela ou por serem mortos da pior forma, seriam os defuntos de corpo vivo, lhe tiram a casa a família a sociedade e um dia lhe devolvem a esta que lhe virá as costas, eis o dilema priva-se da liberdade e depois priva-se da sociedade, como garantir que a pena não seja perpétua quando a sociedade o condena infinitamente.
Uma vez culpado nunca mais inocente, diria ainda uma vez julgado nunca mais inocente, pois não importa o que esta nos autos se este for diferente do que esta na mídia, na mente das pessoas e em todas as esquinas.

Equeça aquela velha opnião formada sobre tudo. Tudo o que já pensou, pense ao contrário.

A Qualquer preço- Quanto vale sua paz

A vista do filme “A qualquer preço” De Steven Zaillian, EUA, 1998 para o estudante de direito já nas cenas iniciais quando o advogado conta quais casos valem mais dinheiro e os critérios que seu escritório utiliza para escolher suas causas já vislumbra ao estudante de um país consumista que somos a vontade de aprender com este para que no futuro nada distante possa seguir o exemplo deste no sentido de conseguir status e dinheiro, pois por mais que tenham escolhido a profissão por amor sempre se baseamos no status e dinheiro que certa profissão pode nos proporcionar afinal para o gerente de banco pouco importa se você salva vidas ou mata pessoas e sim o lucro que pode gerar ao banco e assim o é desde que o mundo é mundo.
No entanto no decorrer do filme o aluno é jogado contra a parede ao ver as mazelas de sua futura profissão, onde assim como o advogado do filme você diversas vezes se verá diante do dilema de ganhar mais dinheiro ou viver com paixão.
Filme excepcional o qual mostra aos alunos que nada cairá do céu e assim como dizia Cazuza “Cada um sabe a dor e a alegria de ser o que é”.
De acordo com os ensinamentos do Direito Civil, podemos observar o filme sobre o prisma da responsabilidade assim como da teoria do risco administrativo, visto a empresa “matar” oito crianças para obter lucros, podemos ainda transpor para o direito ambiental tão em vogue neste século no sentido de causar o mínimo de danos ao ambiente e aos que neste vivem, no entanto mostram o quanto as grandes corporações ainda que erradas tenham poder para usar a norma de modo que sejam isentos ou minimamente culpados pelos danos que causam, no entanto, mostra que apesar de um caminho tortuoso é plenamente possível usar a justiça para o bem ou diríamos assim usar a justiça para se fazer justiça.

Equeça aquela velha opnião formada sobre tudo. Tudo o que já pensou, pense ao contrário.