13 de fevereiro de 2011

A Qualquer preço- Quanto vale sua paz

A vista do filme “A qualquer preço” De Steven Zaillian, EUA, 1998 para o estudante de direito já nas cenas iniciais quando o advogado conta quais casos valem mais dinheiro e os critérios que seu escritório utiliza para escolher suas causas já vislumbra ao estudante de um país consumista que somos a vontade de aprender com este para que no futuro nada distante possa seguir o exemplo deste no sentido de conseguir status e dinheiro, pois por mais que tenham escolhido a profissão por amor sempre se baseamos no status e dinheiro que certa profissão pode nos proporcionar afinal para o gerente de banco pouco importa se você salva vidas ou mata pessoas e sim o lucro que pode gerar ao banco e assim o é desde que o mundo é mundo.
No entanto no decorrer do filme o aluno é jogado contra a parede ao ver as mazelas de sua futura profissão, onde assim como o advogado do filme você diversas vezes se verá diante do dilema de ganhar mais dinheiro ou viver com paixão.
Filme excepcional o qual mostra aos alunos que nada cairá do céu e assim como dizia Cazuza “Cada um sabe a dor e a alegria de ser o que é”.
De acordo com os ensinamentos do Direito Civil, podemos observar o filme sobre o prisma da responsabilidade assim como da teoria do risco administrativo, visto a empresa “matar” oito crianças para obter lucros, podemos ainda transpor para o direito ambiental tão em vogue neste século no sentido de causar o mínimo de danos ao ambiente e aos que neste vivem, no entanto mostram o quanto as grandes corporações ainda que erradas tenham poder para usar a norma de modo que sejam isentos ou minimamente culpados pelos danos que causam, no entanto, mostra que apesar de um caminho tortuoso é plenamente possível usar a justiça para o bem ou diríamos assim usar a justiça para se fazer justiça.

Equeça aquela velha opnião formada sobre tudo. Tudo o que já pensou, pense ao contrário.